O conhecido Michael Wesch, professor de antropologia da Kansas State University, que ficou famoso pelo vídeo "The Machine is Us/ing Us" (visto quase 7 milhões vezes!...) produziu recentemente um novo vídeo que constitui uma espécie de estudo antropológico sobre o próprio YouTube... São 55 minutos interessantes, que mais para o final são mesmo poéticos e comoventes:
Já agora, aproveito para colocar aqui um outro vídeo de uma conferência dada pelo mesmo Michael Wesch na Universidade de Manitoba, Canadá, em 17 de Junho passado. Mais de uma hora a reflectir quais as implicações possíveis das novas tecnologias no mundo da educação. Intitula-se "A Portal to Media Literacy":
Uma introdução antropológica ao YouTube
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Publicada por António à(s) quinta-feira, julho 31, 2008 1 comentários
Já meteste o Magalhães na pasta?
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Publicada por António à(s) quarta-feira, julho 30, 2008 0 comentários
Uma escola de doentes?
Acabo de ver na RTP 2 um documentário sobre os trabalhos de um cientista especializado em comportamento animal. Durante anos desenvolveu estudos com grupos de babuínos e fez descobertas que vão muito de encontro às que têm sido feitas pelos psicólogos experimentais relativamente aos humanos. Parece que há um factor, nos dois casos, que tem uma implicação directa no bem-estar, felicidade e florescimento dos indivíduos - a sensação de controlo. Quanto maior for a implicação do sujeito na sua actividade e maior a importância atribuída ao seu contributo, maior serão as probabilidades do mesmo ter uma vida mais saudável. A percepção de que aquilo que damos aos outros é importante e que as nossas opiniões são tidas em conta na tomada de decisões favorece-nos a saúde, tanto fisica como psicologicamente.
Talvez por isso Kevin Fox, ao sair da Google, tenha deixado um enorme elogio:
Google is the first place I've ever worked where I feel that I'm part of the company as opposed to working for the company.E apetece perguntar: a escola que aí vem, onde os professores claramente passarão a ser tratados como funcionários, onde terão de humildemente cumprir as ordens do Sr. Director, onde a sua voz cada vez mais se distancia do núcleo onde as decisões são tomadas, essa escola que aí vem, perguntava, será uma escola de professores doentes?
Comparando os estados de espírito dos tempos mais recentes com os de há não muitos anos a resposta parece-me evidente.
Mas tudo isto são minudências demasiado subtis para os bárbaros. O que lhes interessa não será exactamente a felicidade dos que tutelam...
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Publicada por António à(s) quarta-feira, julho 30, 2008 0 comentários
Abandono escolar
Andava a explorar o Swivel, um interessante serviço de dados e representações gráficas, quando encontro um gráfico sobre o abandono escolar nos países desenvolvidos no anos de 2005 e 2006. Nada que ainda não se soubesse. Mas dói.
Abaixo aparecem apenas os 10 "melhores" classificados.
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Publicada por António à(s) domingo, julho 13, 2008 0 comentários
Para que serve a escola?
Só quem não dá aulas (ou o faz distraidamente) é que não percebe que, havendo exames com intuitos classificativos e implicação directa nas opções profissionais dos alunos (e não como simples processos de aferição das aprendizagens, como deviam ser...), necessariamente se introduz um efeito perverso no interior da sala de aula que inquina todo o processo de ensino-aprendizagem, transformando-o num treino de "cães amestrados" e arredando todo e qualquer pensamento crítico sobre os conteúdos que são objecto de estudo, deste modo desvirtuando a função primordial da educação. (É claro que esta discussão também é ideológica: sabemos bem a quem interessa formar "bons trabalhadores" e detrimento de "cidadãos com espírito crítico"...)
Para quem, ao arrepio do pensamento (quase) único, não se conforma com a existência de Exames Nacionais nos moldes actuais, é reconfortante ler este texto de Palmira F. da Silva, no De Rerum Natura, onde esta professora, apesar de não discordar da existência de exames, enuncia claramente alguns dos seus efeitos perversos. Apenas algumas frases:
(...) Mais concretamente, na afirmação produzida nos segundos finais do minuto 4, a ministra destaca como muito positivo o «treino» dos alunos na resolução de provas: «Treinando os alunos para o exame. É muito importante treinar os alunos para o exame».
Fico horrorizada com esta assumpção cândida e pública do que parece ser o objectivo do ensino no secundário para o ME: treinar os alunos para terem bons resultados nos exames, transformando-os em «máquinas» de decorar resoluções de exercícios sem perceberem minimamente os conteúdos subjacentes, conteúdos que já de si deixam muito a desejar.
Treinar os alunos para exames é mau, porque dá a ideia de que o importante não é desenvolver capacidades cognitivas mas sim mecanizar resoluções sem pensar muito sobre elas. É especialmente mau porque os alunos são «formatados» nestas resoluções sem desenvolverem pensamento autónomo e crítico.
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Publicada por António à(s) segunda-feira, julho 07, 2008 2 comentários
"Deslarga-me da mãe"
Numa altura em que tanto se fala da importância da participação dos pais na vida escolar e sua administração, não deixa de ser curioso encontrar isto:
A escola pública existe para tirar os filhos aos pais - a fim de os constituir alunos e educá-los em nome da sua autonomia por vir. Não se pense que ironizo a favor dos valores familiares ou coisa parecida. A missão da escola pública é oferecer aos alunos condições para que beneficiem da efectiva possibilidade de adoptar um modo de vida diferente da dos próprios pais.
Abel Barros Baptista, LER, Junho de 2008, p. 13.
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Publicada por António à(s) quinta-feira, junho 19, 2008 0 comentários
Trabalho colaborativo. Pois, pois...
A Isabel Campeão, que não conheço pessoalmente, mas cujo blogue visito regularmente, esteve na última reunião do meu Departamento. Não a vi lá, mas para ter escrito isto só pode ter lá estado. É que nos fartamos de falar do modo como poderá ser possível reabilitar o "velho" e saudável hábito de nos reunirmos para falarmos de... aulas/aprendizagem/pedagogia.
Numa entrada muito pertinente, a Isabel também fala dos horários sem "espaços de respiração" dos alunos. (Os meus, nas últimas semanas, já não me ligam nenhuma. Na verdade, também eu já não me ligo nenhuma.).
Não fala, mas podia falar, das bibliotecas escolares quase vazias - ou têm aulas ou estão em casa.
Não fala, mas podia falar, do estado de exaustão em que muitos professores se encontram por estes dias. As faltas, agora, são residuais, é certo. Mas não tardará a chegar o tempo da factura - as pessoas vão estourar. Quando as baixas começarem a ser mais prolongadas, devido a esgotamentos, talvez alguém se lembre que aqueles "artigos 102", de vez em quando, tinham o seu quê de terapêutico. E, recorde-se, a "brincadeira" ainda nem sequer começou... Brincadeira essa que, como bem diz a Isabel, não vem ajudar em nada o tão desejado trabalho colaborativo. Como "alguém" disse num comentário: "Para haver trabalho colaborativo tem de haver confiança. Para haver confiança tem de haver espaços e tempos e clima e projectos comuns. Só assim a cultura se constrói e dá frutos. Evidentemente que este objectivo político nunca existiu."
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Publicada por António à(s) terça-feira, junho 10, 2008 3 comentários
Revista "Educação, formação & tecnologias" - Nº 1
EFT - Educação, Formação & Tecnologias
A revista Educação, Formação & Tecnologias é uma publicação de carácter científico com objectivos de divulgação da investigação e das práticas referentes à temática da utilização das tecnologias da informação e comunicação na educação e na formação.
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Publicada por António à(s) quinta-feira, junho 05, 2008 0 comentários
World Wide Telescope
Havia sido prometido há algum tempo - eis que vê a luz do dia: o World Wide Telescope.
Um estupendo projecto da Microsoft que nos permite passearmos pelo Universo como se possuíssemos o melhor dos telescópios do mundo. Na verdade, o WWT combina as imagens que lhe chegam dos telescópios de todo o mundo e coloca-as à nossa disposição. As possibilidades educativas são imensas...
Segundo se pode ler no site do WWT, os objectivos principais do projecto são:
- To aggregate scientific data from major telescopes, observatories and institutions and make temporal and multi-spectral studies available through a single cohesive Internet–based portal.
- To re-awaken the interest for science in the younger generations through astronomy and new technologies through the virtual observatory of the WWT. This also provides a wonderful base for teaching astronomy, scientific discovery, and computational science.
Só há uma "coisinha": é que os requisitos do computador para correr o programa são:
- Microsoft® XP SP2 (minimum), Windows® Vista® (recommended)
- PC with Intel Core 2 Duo processor with 2 gigahertz (GHz) or faster, recommended
- 1 gigabyte (GB) of RAM; 2 GB RAM recommended
- 3D accelerated card with 128 megabytes (MB) RAM; discrete graphics card with dedicated 256-MB VRAM recommended for higher performance
- 1 GB of available hard disk space; 10 GB recommended for off-line features and higher performance browsing.
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Publicada por António à(s) terça-feira, maio 13, 2008 0 comentários
Os desafios do professor
A partir do Terrear, chego a um texto do António Nóvoa retirado de uma palestra proferida em São Paulo. Onde, entre outras coisas se diz:
É também um paradoxo a glorificação da sociedade do conhecimento em contraste com o desprestígio com que são tratados os professores. Como se por um lado achássemos que tudo se resolve dentro das escolas e, por outro, achássemos que quem está nas escolas são os profissionais razoavelmente medíocres, que não precisam de grande formação, grandes condições salariais, que qualquer coisa serve para ser professor.Para ler o artigo completo, clicar aqui.
E por fim há um outro paradoxo entre a retórica do professor reflexivo e, ao mesmo tempo, a inexistência de condições de trabalho concretas – desde condições de tempo, a matéria-prima mais importante da reflexão – e desenvolvimento profissional que possam, de fato, alimentar a idéia do professor reflexivo. São paradoxos que precisamos saber ultrapassar e, para isso, é importante a mobilização, o combate coletivo dos professores.
A profissão tem um déficit grande de organização no interior das escolas. Enquanto que outras profissões conseguiram manter as duas camadas, uma mais macro, a exemplo das grandes ordens dos médicos, dos farmacêuticos ou engenheiros, [que] conseguiram manter um nível de debate político macro muito forte, mas isso não os impediu de terem modelos de organização nas instituições muito mais fortes do que os nossos. Os modelos de organização dentro das escolas são muito débeis, muito burocráticos. E isso nos tem prejudicado muito.
É preciso buscar modelos de organização nas escolas que mudem as formas como os professores se organizam, como a profissão está organizada. A quem é que temos que prestar contas de nosso trabalho? Como é possível encontrar outro modelo de trabalho profissional, mais próximo da realidade institucional e que permita à profissão ter uma capacidade de intervenção que hoje em dia, é preciso reconhecer, ela não tem? Tem no nível político mais geral, na maior parte dos países, mas não no nível da organização da instituição concreta. E não tem no plano do reforço do que designamos por colegialidade docente, o grupo de professores daquela escola, em que seja possível consolidar formas de colaboração muito mais fortes. Continuamos a ser uma das profissões onde se colabora menos, do ponto de vista profissional. Não digo do ponto de vista sindical, porque muitas vezes é bastante mobilizada. Mas do ponto de vista do gesto profissional, do dia-a-dia profissional, da rotina, há um grande déficit de colaboração. E isso é fatal para nossa organização como profissão.
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Publicada por António à(s) segunda-feira, maio 12, 2008 0 comentários
Renovar o ensino. Ideias de futuro.
Acabo de ler um artigo muito interessante numa "revista" online intitulada IM Magazine.
Chama-se "Renovar o ensino. Ideias de futuro" e é da autoria de Isabel Mendonça.
Quem utilizar o Diigo, pode juntar-se à "conversa" que iniciei em torno do artigo...
Sim, porque o Diigo também pode ser encarado como uma "rede social" - com a diferença de que se centra nos objectos (textos, sons, imagens) e não nas ferramentas (blogues, fóruns, mail,...).
(Amigos do Interactic, faço-me entender? Para quê repetir a mesma entrada em sítios diferentes?...)
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Publicada por António à(s) quinta-feira, maio 08, 2008 2 comentários
Moodle: bem-me-quer, mal-me-quer
Are LMSs helping to improve education or are the current offerings so inflexible that it actually hinders teaching? What are people doing with LMSs that they can't do in an in-person classroom?Ora aqui está uma pergunta interessante que deu origem a uma discussão não menos interessante:
Do Learning Management Systems (LMSs) help or hinder? | Sloan-C International Symposium
[Dica da Cristina]
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Publicada por António à(s) terça-feira, abril 29, 2008 0 comentários
Competências-padrão em TIC para professores
No passado mês de Janeiro a Unesco divulgou os primeiros guiões do seu projecto "ICT Competency Standards for Teachers". O objectivo é fornecer linhas de desenvolvimento para a melhoria na utilização das TIC por parte dos professores.
Na página de apresentação do projecto, pode ler-se:
Já agora, os três guiões podem ser descarregados a partir daqui (em .pdf):Within a sound education setting, teachers can enable students to use technology to become better information seekers, analysers, problem solvers and communicators.Governments, experts and practitioners in the education sector increasingly recognize that information and communication technology (ICT) can play an important role in supporting educational improvement and reform.
- Policy Framework - explaining the rationale, structure and approach of the CST project;
- Competency Standards Modules - which crosses the components of educational reform with various policy approaches;
- Implementation Guidelines - providing a detailed syllabus of the specific skills to be acquired by teachers within each skill set/module.
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Publicada por António à(s) sábado, abril 19, 2008 0 comentários
Wikiworld
O António Granado acaba de deixar uma dica que me parece bastante interessante. É um livro (por enquanto apenas em .pdf, descarregar aqui) chamado Wikiworld, de Juha Suoranta e Tere Vadén, da Universidade de Tampere, Finlândia.
Na apresentação do livro, os autores não se limitam a falar do futuro da educação e mostram-se confiantes nos "amanhãs que cantam"...
In the digital world of learning there is a progressive transformation from the institutionalized and individualized forms of learning to open learning and collaboration. The book provides a critical view on the use of new technologies and learning practices in furthering socially just futures, while at the same time paying critical attention to the constants, or “unmoved movers” of the information society development; the West and Capitalism. The essential issue in the Wikiworld is one of freedom – levels and kinds of freedom. Our message is clear: we write for the radical openness of education for all.
Like noted, already Wikipedia content is replacing the need for "information-delivery" lectures. What is the best way of using time when students and teachers are gathered together in a situation when wiki-tools exist? What is the best way of using time when students and teachers are gathered together in a situation when a relatively completed Wikipedia exists? In a few decades, there will be no need to lecture in order to transfer information.
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Publicada por António à(s) segunda-feira, março 31, 2008 0 comentários
Escola do Futuro
Ainda no portal da Microsoft de que falo na entrada anterior, encontro uma referência a uma parceria entre esta empresa e o "distrito" escolar de Filadélfia baptizada de "Escola do Futuro".
Uma escola construida de raiz num local problemático da cidade. Os primeiros alunos iniciaram os trabalhos em Setembro de 2006. Cada aluno com um portátil. Professores altamente motivados...
O melhor é ver o vídeo de apresentação, onde se diz que:
- O computador portátil individual é a chave do projecto (2:25);
- As escolas secundárias americanas estão obsoletas porque não conseguem ensinar aos estudantes o que eles necessitam hoje (Bill Gates) (3:20);
- O maior problema até agora têm sido... passwords esquecidas (LOL, como eu os compreendo!) (5:30);
- Em vez de terem aulas compartimentadas de modo tradicional, os alunos desenvolvem projectos baseados em problemas da vida real (6:00);
- O desafio é utilizar a tecnologia e não ensinar tecnologia (6:25);
- Se um aluno sabe que frequenta uma escola que custou 65 milhões de dólares deve pensar "Uau! Eu sou importante..." (8:40)
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Publicada por António à(s) sábado, março 22, 2008 0 comentários
A roda das competências educativas
A toda poderosa Microsoft parece que nem sabe publicitar as coisas boas que tem para oferecer. (Ou seremos nós que andamos com o nariz enterrado no lixo e não nos sobra tempo para olhar o céu?...).
No seu site dedicado à educação encontram-se coisas interessante. Uma delas é a "Roda das Competências Educativas" que tenta representar visualmente os atributos, comportamentos, áreas do saber, competências e habilidades necessárias a um bom desempenho profissional.
Além do documento em .pdf (baixar aqui) com a referida roda, também é possível, a partir desta página, consultar, para cada competência, a definição, os 4 níveis de proficiência, questões associadas, actividades e recursos que permitem o desenvolvimento dessa mesma competência.
Muito sumo.
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Publicada por António à(s) sábado, março 22, 2008 0 comentários
Ideias feitas
Ah, como gosto daqueles que não desistem de pensar!...
Os legisladores até legislam a legitimação de processos de exclusão escolar e social, quando sugerem que se constituam turmas com “currículos próprios” constituídas por alunos sem sucesso escolar ou com “problemas de adaptação” (sic).
Inspiradas na lógica fabril, com os seus cronogramas de produção e relacionamentos de trabalho hierárquicos, muitas escolas agem como freios ao desenvolvimento. Acolitadas por legisladores, mantêm-se cativas de abstracções como: “turma”, “carga horária”, ano”, “aluno médio”, “aluno fraco”, “aluno atrasado”... Não reconfigurando as suas práticas, de modo a dar resposta à diversidade, adoptam “planos de recuperação”, “aulas de reforço” e outros inúteis remendos ministerialmente decretados.
José Pacheco (Escola da Ponte), A página da Educação, Março de 2008
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Publicada por António à(s) domingo, março 16, 2008 0 comentários
A obsessão "gestionária" e os actores reflexivos
Dos inúmeros artigos de opinião que têm saído na imprensa sobre a luta dos professores, destaco o texto de hoje do Público da autoria de José Madureira Pinto, sociólogo da Universidade do Porto.
Carregado de lucidez e de exactidão. Recomendo em particular o último parágrafo.
[via outÒÓlhar]
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Publicada por António à(s) domingo, março 09, 2008 0 comentários
Encyclopedia of Life
Foi finalmente lançado um dos projectos mais ambiciosos da era Web - a Encyclopedia of Life. Ao bom estilo cooperativo da Wikipedia, embora o conteúdo seja autenticado por cientistas, esta enciclopédia tem como (desmesurado) objectivo catalogar detalhadamente cada uma das 1,8 milhões de espécies vivas do planeta Terra. A ideia foi lançada por E.O. Wilson da Harvard University e espera-se que o trabalho esteja concluído daqui a 10 anos (muito embora novas espécies sejam regularmente descobertas...). Para se ter uma ideia da organização do portal, fica aqui um vídeo de apresentação:
Nota: talvez pelo enorme afluxo de visitantes por estes dias, o acesso à página inicial é lento...
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Publicada por António à(s) sábado, março 01, 2008 0 comentários
Ferramentas Web 2.0 - Quadro referência
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Publicada por António à(s) terça-feira, fevereiro 26, 2008 0 comentários