Learning 2.0 Conference

Vai começar amanhã e decorre até dia 16, na cidade chinesa de Shanghai , a Learning 2.0 Conference sob o tema "Communication, Collaboration, Connection". No sítio da Web dedicado à mesma, pode ler-se:

Doing “school” is changing more rapidly all the time. Technology is certainly one factor in these changes in education, the workplace, and life in general. As a result of innovations that we have all observed, students are more visually orientated and are considered digital natives to a growing degree. Educators see the implications of this and a need to re-define good teaching in response to this more dynamic environment. All agree that we must all expand our teaching/coaching/collaboration skills. Come join the search as we together build the future of schools.
O slide show abaixo pode dar uma ideia do que por lá se falará...


Edutopia

O conhecido produtor de cinema George Lucas também tem a sua faceta filantrópica e, em 1991, criou a Edutopia , uma fundação para promover a inovação escolar, que no seu sítio se apresenta do seguinte modo:

The George Lucas Educational Foundation (GLEF) was founded in 1991 as a nonprofit operating foundation to celebrate and encourage innovation in schools. Since that time, we have been documenting, disseminating, and advocating for exemplary programs in K-12 public schools to help these practices spread nationwide.
We publish the stories of innovative teaching and learning through a variety of media -- a magazine, e-newsletters, DVDs, books, and this Web site. Here, you'll find detailed articles, in-depth case studies, research summaries, short documentary segments, expert interviews, and links to hundreds of relevant resources. You'll also be able to participate as a member of an online community of people actively working to reinvent schools for the twenty-first century.
O sítio da Edutopia tem muitos recursos para quem se interessa pelo cruzamento da educação e da tecnologia. Veja-se, como exemplo, o slideshow intitulado Technology Integration in Science.

(Onde se pode ler nos comentários de um dos slides:
In the most stimulating classrooms, teachers have changed their role from one of absolute and only authority to a shared experience in which teachers are learners as well. And since students often know more about the new technology tools than adults, allowing them to teach their teachers as well as their peers provides a powerful model of lifelong learning.
Gosto desta frase porque me remete para a melhor definição que conheço de "sala de aula" - comunidade aprendente. E, se isto soar demasiado "eduquês" a algumas almas mais cartesianas, só posso lamentar...)

O Mundo não é um Brinquedo

Muito interessante este texto do Phillippe Meirieu que se pode encontrar no Terrar. Devia ser de leitura obrigatória para muitos pais que insistem em escolher "a dedo" a escola e a turma dos seus filhos, impedindo-os, desse modo, de crescer. Excertos:

A escola, precisamente, tem como missão ensinar à criança que a família, eminentemente necessária para o seu desenvolvimento, não é – não pode ser – o seu único universo de referência.
É, com feito, na escola que descobrimos que outros meninos vivem de forma diferente. Que aprendemos que os pais não reagem todos da mesma maneira. Que as sanções e as recompensas não são as mesmas. Que não se crê, em todo o lado, nos mesmos deuses. Que as preocupações de uns não são as mesmas de outros. E que as opiniões de uns não são os pontos de vista de todos.
O que, na realidade, caracteriza a turma na escola da República é que os seus membros não se escolhem e o seu encontro é aleatório. Podemos ter ao lado amigos, grupos de pertença, convicções, simpatias… Mas nada disto deve ser um critério de constituição de uma turma. Pois vamos à escola para aprender em conjunto… aprender sem sermos escolhidos!
(...) É uma empresa difícil libertarmo-nos, assim, do círculo da família. Uma história que começa no dia do primeiro dia de aulas… e que continuará por muito tempo, para lá da “escolinha”.

Doutor(and)ices

Em documentos de uma doutoranda sobre critérios de avaliação, apanhei as seguintes frases:

"Correcta aplicação no domínio da língua materna."
"Aspecto estético e qualidade técnica."
Não digo mais nada hoje. Vou triste para a cama. Só espero fazer uma "correcta aplicação no domínio do sono" e, amanhã de manhã, acordar com um "aspecto estético" aceitável...
Boa noite.

Plano Tecnológico para a Educação

Podcast: a Web 2.0 e o impacto que pode ter na educação

Basta clicar no triângulo azul para ouvir o podcast (que é apenas um ficheiro em .mp3) - ou descarregá-lo e ouvir num leitor de mp3 (por que não?...)

Students are increasingly becoming familiar with using social networking and other interactive web services such as Facebook, MySpace, Flickr and YouTube. This phenomenon has important implications for educational institutions as students increasingly expect such services - or at least aspects of such services - to be mirrored in the delivery of courses.

In this podcast, JISC's Lawrie Phipps and Dave White from the University of Oxford speak about the impact such technologies - commonly gathered under the umbrella term 'Web 2.0' - are having on education and research and how institutions can harness them meaningfully and effectively in support of their students.

[Retirado de Joint Information Systems Committee (JISC)]

Avaliar, avaliar, avaliar

Só mais uma sobre o último número da Página da Educação:

A avaliação pode ser um poderoso meio de melhoria generalizada das práticas escolares e, consequentemente, das aprendizagens dos alunos. O problema é considerar-se que qualquer avaliação é, em si mesma, uma coisa boa, sem cuidar de perceber que ela não substitui o árduo e difícil trabalho pedagógico dos professores nem os esforços dos alunos para vencer problemas de aprendizagem. É preciso compreender que a avaliação, por si só, não resolve problema rigorosamente nenhum! Uma boa avaliação ajuda-nos a compreender melhor uma dada realidade e pode contribuir para a melhorar e para a transformar. Mas teremos sempre que reconhecer os seus limites e perceber a relevância da utilização que fazemos dos seus resultados. Receio que a avaliação se banalize no pior sentido e se transforme num mero procedimento de controlo burocrático-administrativo, em vez de um poderoso e exigente processo de regulação e de melhoria. E também receio que a avaliação e os avaliadores se tornem numa espécie de juízes, acima de qualquer suspeita e de qualquer escrutínio… Sem quaisquer limites.
Domingos Fernandes; Jornal "a Página" , ano 16, nº 170, Agosto/Setembro 2007, p. 35.

Desigualdade digital

Ainda a propósito do último número da Página da Educação a que se fez referência no post anterior, registe-se o breve artigo de José da Silva Ribeiro - Tecnologias digitais para a inclusão social - que nos fala da ênfase que se deve atribuir, já não à exclusão digital, mas à "desigualdade digital" [sublinhados meus]:

Investigadores e estudiosos da Internet como DiMaggio e Hargitai propõem que, na era da grande massificação da Internet e das tecnologias digitais, a focalização desta questão se mova da exclusão digital para a desigualdade digital. A desigualdade para estes autores abrange cinco variáveis principais:
a) meios técnicos – desigualdades relacionada com o acesso à banda larga,
b) autonomia – conexão no trabalho ou em casa, monitorizado ou não, tempo limitado ou livre, etc.
c) conhecimento, habilidade e competências - como pesquisar, baixar e utilizar informação ou a utilização dos artefactos digitais actualmente disponíveis,
d) apoio social – orientação ou aconselhamento por usuários mais experientes,
e) intenção – razões da utilização da Internet e das tecnologias digitais: aumento da produtividade, melhoria do capital social, consumo, entretenimento, aprendizagem, etc..

Página da Educação

A Página da Educação de Agosto/Setembro, que se pode consultar gratuitamente na Net (aqui em .pdf ou aqui em .html), parece ser um número que vale bem a pena. Deixo aqui apenas os títulos de primeira página:


  • Que iremos fazer com aquilo que nos deixam ser? Que mudanças e mentiras podem os professores aceitar? Impasses e desafios na profissão docente.

  • Digital - a revolução que gera excluídos.

  • Avaliar e examinar é o que está a dar.

  • "A escola já não ensina e perdeu espaço para educar". (entrevista com o psiquiatra Manuel Freitas Gomes).

Mais autonomia, s.f.f.

Com a devida vénia ao Matias Alves, do Terrear, transcrevo na íntegra o post "O poder das periferías e dos actores":

Sabe-se, com uma elevada dose de certeza, que são as escolas (os contextos específicos e as pessoas na acção organizada) que comandam o ritmo, o sentido, a geografia e gramática das mudanças. Que são as periferias que controlam o centro (político e administrativo). Que são os actores que reformam as reformas iluminadas centralmente concebidas e mandadas aplicar em todos os contextos.
Sabe-se que a Inspecção tem poucas condições para inspeccionar o que realmente importa. Que a Administração central e regional apenas detém um poder meramente formal e que se alimenta da ilusão de que os relatórios são o espelho do real.
Vivemos num imenso simulacro governado pela lógica do sistema (sem rosto, maquinal, burocrático, insensível). A principal causa do nosso atraso. E o grave é que quase ninguém vê. Desenham-se políticas e impõem-se regulamentos próprios do século passado. Passados. Inertes.
Apenas acrescentaria que, quando a realidade é esta (e é!), o melhor a fazer não é tentar controlar o que não se pode controlar - o melhor é confiar nos agentes (nos actores) e proporcionar-lhes uma efectiva autonomia.
Uma política do século passado é uma política que desconfia da capacidade dos cidadãos em resolver os seus problemas e acha que pode intervir no chão do quotidiano a partir das nuvens...

Hábitos online dos jovens

Mais uma vez, a partir do sempre exemplar Ponto Media, o António Granado aponta um estudo feito nos States sobre como é que os jovens estão a utilizar a Internet [documento em .pdf]. Não é de estranhar que, em frente do computador, a malta é muito menos passiva do que diante da TV, como se pode ler neste extracto da introdução:

Nine- to 17-year-olds report spending almost as much time using social networking services and Web sites as they spend watching television. Among teens, that amounts to about 9 hours a week on social networking activities, compared to about 10 hours a week watching TV.
Students are hardly passive couch potatoes online. Beyond basic communications, many students engage in highly creative activities on social networking sites — and a sizeable proportion of them are adventurous nonconformists who set the pace for their peers.

"Livros escolares em wiki"

Mais uma vez os manuais escolares: no seu Ponto Media, António Granado afirma:

"Quem é que em Portugal está a apostar nesta área dos recursos educativos gratuitos (livros escolares em wiki, páginas de exercícios de acesso livre, etc…)? Estou muito interessado em ter alguns contactos"

Sinto estas palavras como um desafio. Sei, sabemos muitos dos que andamos por estas bandas digitais, que o caminho a seguir é este. É inevitável. Daqui a muito poucos anos vai ser assim. De que estamos à espera para entrar na carruagem do comboio que começa a marcha?

OLPC

Ainda a propósito do preço dos manuais escolares de que falo no post anterior, recordo o projecto que tem sido desenvolvido sob a designação One Laptop Per Child (OLPC). Na OLPC Wiki pode ler-se:

It's an education project, not a laptop project.
Nicholas Negroponte

This is the wiki for the One Laptop per Child association. The mission of this non-profit association is to develop a low-cost laptop—the "$100 Laptop"—a technology that could revolutionize how we educate the world's children. Our goal is to provide children around the world with new opportunities to explore, experiment, and express themselves.

Pode ainda ver o vídeo de apresentação do projecto:

Requiem pelo manual escolar

Poucos dias depois de ter lido no Público que um aluno do 7º Ano de escolaridade pode gastar mais de 150 euros pelos manuais adoptados, leio este post no Infinite Thinking Machine que me parece fazer todo o sentido. Um extracto:

Rather than continue to perpetuate this age-old pattern of purchasing behavior in our schools, it's time to declare a moratorium on textbook purchases.

The day of the paper-based textbook is over. The era of digital curriculum has dawned, and it is fiscally irresponsible for school district leaders to continue to purchase paper-based curriculum materials in light of the digital curriculum resources now available and continuing to become available via electronic means. Digital, web-based curriculum materials are vastly superior to static, analog/paper based curriculum materials for many reasons.

Google Earth 4.2... já vem com o céu integrado!


Internet e um projector na minha sala de aula, por favor...

P.S.: Já agora, outras opções para visualizar o céu poderão ser os programas Celestia e Stellarium. Apenas a partir do browser, o Wikisky é um boa opção. Os dois primeiros exigem download e instalação mas têm vantagens na qualidade gráfica...

JiTT, Peer Instruction , Physics by Inquiry

Nos próximos tempos, pretendo aprofundar conhecimentos nas seguintes áreas:

JiTT - Just-in-Time Teaching

Peer Instruction (de Eric Mazur, que deu recentemente uma entrevista ao New York Times)

Physics by Inquiry

"Tecnologia, conteúdos e formação"

"O Programa Tecnológico da Educação — que deverá estar concluído em 2010 — tem como principais objectivos "atingir o rácio de dois alunos por computador com ligação à Internet", garantir em todas as escolas o acesso à Internet em banda larga, a criação do cartão electrónico para todos os alunos e a disponibilização de endereços electrónicos a todos os alunos e docentes.(...)

(...) o "kit tecnológico escola", que visa dotar todas as escolas de um número adequado de computadores, impressoras, videoprojectores e quadros interactivos.

(...) está prevista a ligação de todos os computadores das escolas através de banda larga de alta velocidade, a criação de redes locais e a dotação da totalidade das escolas com sistemas de alarme e videovigilância.

No eixo dos conteúdos, um dos projectos chave é o mais-escola.pt, que visa promover "a produção, distribuição e a utilização de conteúdos informáticos nos métodos de ensino", como por exemplo a criação da sebenta electrónica.

Outros dos projectos deste eixo é a escola Simplex, que tem como objectivo aumentar a eficiência da gestão e comunicação entre os agentes da comunidade educativa, bem como generalizar a utilização de sistemas electrónicos de gestão de processos e de documentação."
Inegavelmente, boas notícias. Mas temo que tanto hardware não se faça acompanhar devidamente de formação. Além de que o aumento da idade da reforma não ajuda nada nesta questão. As coisas são o que são...

O valor da criatividade segundo Ken Robinson

No sumário do vídeo pode ler-se:

"A must-see for every parent and teacher. Education guru Sir Ken Robinson makes an entertaining (and profoundly moving) case for creating an education system that nurtures creativity, rather than undermining it. Sir Ken Robinson is author of "Out of Our Minds: Learning to be Creative," and a leading expert on innovation in education and business. (Recorded February, 2006 in Monterey, CA.)"
O vídeo demora cerca de 15 minutos mas vale bem a pena (ou)ver um grande comunicador como Ken Robinson dizer de outro modo o mesmo que Steiner no post anterior:

Anti-ensino

Em termos estatísticos, o anti-ensino constitui praticamente a norma. Os bons professores - os que alimentam a chama nascente na alma do aluno - são talvez mais raros do que os músicos virtuosos ou os sábios.

George Steiner, As Lições dos Mestres

[via Travessias]

Jogo ajuda a prevenir bullying

De acordo com o JN de hoje, foi criado em Portugal um jogo que ajuda a prevenir o bullying nas escolas.

Desenvolvido pelo GAIPS - Grupo de Agentes Inteligentes e Personagens Sintéticos - do departamento de Engenharia Informática do Instituto Superior Técnico (...) este "jogo" destina-se a apoiar o ensino social e relacional, ajudando o adolescente a entender as dificuldades que enfrenta quem é discriminado ou sujeito a actos de ameaça ou violência dentro da escola. O "bulliyng" - definido pelos especialistas como "um comportamento agressivo repetitivo, que ocorre regularmente" - pode ser concretizado a nível físico - em agressões - ou a nível relacional.
Ver notícia completa.